DE PORTAS ABERTAS PARA A LOUCURA



CURSO LIVRE

ferramentas clínico-políticas para construir a desinstitucionalização

Prof. Joyce Brito

Psicóloga Clínica
CRP 10/03226

  • Mestre em Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ)
  • Especialista em Saúde Mental e Justiça (UFPA)
  • Especialista em Clínica Psicanalítica (IPUB/UFRJ)
  • Possui experiência na área de ensino (graduação e pós-graduação), clínica e saúde mental, tendo atuado em diversos serviços da rede de atenção psicossocial nos estados do Rio de Janeiro, Bahia e Pará ao longo dos últimos 15 anos

Prof. Maria Helena Santana

Assistente Social

  • Especialista em Saúde Mental, Atenção Psicossocial e Rede de Cuidado pela FAMATH – Faculdade Maria Tereza
  • Graduada em Serviço Social pela UFF – Universidade Federal Fluminense
  • Trabalha atualmente no CAPS III de Maricá, RJ
  • Atua em supervisão de estágio para alunos de graduação em Serviço Social
 
 

Prof. Tainá Carvalho

Médica Psiquiatra
CRM/AL 7686

  • Doutoranda em Serviço Social
  • Mestre em Ensino em Saúde e Tecnologia pela Universidade Estadual de Ciências de Saúde de Alagoas (UNCISAL)
  • Médica e psiquiatra pela Universidade Federal de Alagoas
  • Professora de Psiquiatria da Universidade Federal de Alagoas e atua em consultório
  • Preceptora do Programa de Residência Médica em Psiquiatria do Estado de Alagoas e do PAISPIS – UNCISAL (Projeto de Atenção Integral aos adolescentes em Conflito com a Lei e Medidas Socioeducativas) 
  • Atuou como Psiquiatra no Centro Psiquiátrico Judiciário (CPJ) de Alagoas e da Equipe de Avaliação e Acompanhamento de Medidas Terapêuticas Aplicáveis à Pessoa com Transtorno Mental em Conflito com a Lei (EAP) de Alagoas 
  • Também  atuou como médica psiquiatra no Consultório na Rua de Maceió/AL e como preceptora do Centro de Estudos Superiores de Maceió – Cesmac
  • Autora do livro “Rimas livres para efeitos colaterais” pela editora Minimalismos de São Paulo, publicado em 2023 na Bienal do livro de Alagoas
  • Dedica-se ao percurso na psicanálise lacaniana e aos estudos sobre reforma psiquiátrica e privação de liberdade

Prof. Luciana de Barros Correia

Psicóloga Clínica e Psicanalista
CRP 15/3200

  • Mestrado em Pesquisa e Clínica em Psicanálise também na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
  • Cursou Especialização em Psicanálise e Saúde mental na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
  • Psicóloga graduada pela Universidade Federal de Alagoas e psicanalista
  • Trabalhou na Rede de Saúde mental da cidade de Niterói e do Rio de Janeiro, onde atuou em diversos serviços, tais como: Serviço de recepção e intercorrências do Hospital psiquiátrico de Jurujuba, Centro de atenção psicossocial (CAPS), CAPS AD III e em ambulatório de saúde mental, onde esteve na coordenação por dois anos
  • Tem experiência com desinstitucionalização de pacientes em internações de longa permanência
  • Desde 2022 está como preceptora voluntária no Programa de Residência Médica em Psiquiatria do Estado de Alagoas, e em 2023 passou a integrar a supervisão de atenção psicossocial do Estado de Alagoas SUAP

Sobre o Curso

EMENTA

Apesar de ser um dos pilares da Reforma Psiquiátrica, a desinstitucionalização ainda é pouco trabalhada enquanto conceito nas Formações Profissionais do Campo Psi. Nas práticas clínicas e institucionais em Saúde Mental, este processo é mais conhecido como “desins”. Trata-se da saída de pessoas com diagnósticos de transtorno mental de instituições psiquiátricas nas quais habitam de forma cronificada. 

A institucionalização psiquiátrica pauta-se na ideia de que a loucura é um fator individual que ameaça a ordem social. Sendo assim, configura-se a figura do louco enquanto menos digno e perigoso, precisando ser afastado do convívio com a dita normalidade. Com pouco ou nenhum laço com familiares e outros entes queridos, estas pessoas são confinadas, muitas vezes tuteladas e, portanto, alijadas do exercício da cidadania. É o caso da longa permanência em Hospitais Psiquiátricos, Hospitais de Custódia (antigos Manicômios Judiciários), entre outras variações da instituição manicomial. 

A desisntitucionalização, ao contrário, tem base na visada antimanicomial. Nela, aquilo que nomeamos como loucura é considerado produto do laço social, devendo, então, ser incluída no território comum – de forma que a clínica se articule à política. Tal perspectiva se formalizou no Brasil com a Lei 10.216/2001, que redireciona o modelo assistencial em Saúde Mental. Neste contexto, a convivência comunitária e o incentivo à autonomia do sujeito sobre seu modo de estar no mundo constituem formas de tratamento na perspectiva da Atenção Psicossocial. Para tanto, é necessário socializar o cuidado, convocando Estado, comunidades, famílias, bem como dispositivos de saúde e socioassistenciais para tecer uma Rede de Cuidados compartilhados.   

Mas, na prática, para onde vão pessoas cronicamente institucionalizadas, sem nenhuma referência de pertencimento? Ou ainda, como lidar com pessoas que jazem sob custódia da Justiça devido ao cometimento de crimes em situações de crise? Entendendo ser uma temática fundamental aos profissionais do Campo Psi, a Casa Plural oferece o Curso Livre “DE PORTAS ABERTAS PARA A LOUCURA: ferramentas clínico-políticas para construir a desinstitucionalização na perspectiva antimanicomial”.

O Curso Livre será ministrado por quatro profissionais com vasto percurso no tema, sendo dividido em dois encontros. O primeiro encontro está pautado em reflexões sobre as políticas públicas articuladas à prática da “desisns”. O segundo encontro aborda o trabalho de “desins” no ambiente do Hospital de Custódia (antigo Manicômio Judiciário).

ESTRUTURA 

Carga horária: 4 horas

Gravações referentes ao curso realizado em 2024

DAS LEIS PARA AS RUAS

Aula 1: Fundamentos para compreender a desisntitucionalização – Profa. Ms. Joyce Brito

  • Desinstitucionalização: entendendo o conceito
  • Legislação e Políticas Públicas
  • Leituras críticas sobre desospitalização e transinstitucionalização

Aula 2: Lidando com a loucura no território – Profa. Esp. Maria Helena Santana

  • A sociedade está preparada para a “desisns” na perspectiva do cuidado em liberdade?
  • Articulação da Rede de Atenção Psicossocial
  • Sucessos e fracassos em processos de “desins”: exemplos práticos

DESAFIOS NO AMBIENTE DO HOSPITAL DE CUSTÓDIA

Aula 3: A institucionalização dos corpos loucos – Profa. Ms. Tainá Carvalho

  • De lá de dentro: Quem é que está no manicômio?
  • A escuta do sujeito
  • A noção de periculosidade

Aula 4: O processo de desinstitucionalização atravessado pela Justiça – Profa. Ms. Luciana de Barros Correia

  • A desins é um processo
  • O Manicômio Judiciário tem data para fechar
  • O que acontecerá com as pessoas com transtorno mental em conflito com a lei?

COMO ASSISTIR

  • O acesso às aulas é realizado pela EAD plataforma, sendo o conteúdo liberado imediatamente após a confirmação do pagamento.

  • As aulas podem ser assistidas pelo prazo de 3 meses após a matrícula.

PÚBLICO-ALVO

  • Profissionais e estudantes com interesse em Psicologia, Psicanálise, Serviço Social, Medicina, Enfermagem, Direito, Ciências Sociais, Acompanhamento Terapêutico, Arteterapia
  • Militantes
  • Pessoas atuantes na Atenção Psicossocial, entre outras áreas afins

INVESTIMENTO

R$ 249,90 (parcelado em até 12 vezes com juros)

Orientação,
conhecimento
e suporte na
sua carreira!

Dúvidas frequentes

Quais são os benefícios de participar da Casa Plural?

Ao se matricular na Casa Plural, você terá acesso a uma base teórica sólida nos Grupos de Estudo, reflexões clínicas nos Grupos de Supervisão, incentivo à prática clínica com a REDE ESCUTA e acompanhamento da Coordenação, incluindo a possibilidade de encontros individuais.

Quais são os benefícios de participar da Formação Continuada da Casa Plural?

Ao participar da Formação Continuada da Casa Plural, além de pagar um valor mais acessível, você ganha descontos em nossos Cursos Livres e também em outros Grupos realizados de forma avulsa. Pode ainda marcar encontros individuais com a Coordenação. Você  poderá divulgar seu trabalho no Banco de Dados Escuta, um espaço para conexões entre pessoas interessadas em serviços de escuta e profissionais do Campo Psi.

A Casa Plural fornece Certificados?

Sim. A Casa Plural fornece Certificados com a Carga Horária oferecida pelo serviço contratado a partir da participação da pessoa inscrita. No Caso dos Grupos e da Formação Continuada, quando integrantes tiverem participação inferior a 75% da Carga Horária total contratada, não haverá emissão de Certificados. Neste caso, será emitida uma Declaração com Carga Horária equivalente à participação na atividade.

A Casa Plural fornece Certificação Técnica ou Titulação Acadêmica?

Não. A Casa Plural não fornece Certificação Técnica ou Titulação Acadêmica, pois não oferece Cursos Técnicos nem Pós-Graduações Lato ou Stricto Sensu.

Qual a duração dos serviços oferecidos pela Casa Plural?

Os Cursos Ao Vivo ou Gravados podem ter Carga Horária mínima de 2h e máxima de 18h. Os Grupos realizados de maneira avulsa e a Formação Continuada acontecem em encontros de 2h que podem ter frequência quinzenal ou semanal, a depender da oferta. Eles têm duração total de 06 meses a contar do mês de início dos encontros. Podem ter renovação por mais 06 meses ao final deste período, e assim, sucessivamente.

Posso participar de um Grupo que já está em andamento?

Você poderá participar de um Grupo que já está em andamento caso haja vagas disponíveis, mas não terá acesso às gravações de encontros ocorridos antes de realizar a inscrição.

No que consistem os Grupos de Estudo e Grupos de Supervisão?

Os Grupos de Estudo exploram textos relevantes para pensar as subjetividades e as relações humanas com o objetivo de aprofundar a base teórica, sem adentrar diretamente na discussão de casos clínicos. Os Grupos de Supervisão  são voltados diretamente para reflexões clínicas a partir de situações práticas.

Quais serviços estão incluídos na Formação Continuada da Casa Plural?

A Formação Continuada da Casa Plural consiste na combinação de dois Grupos, sendo obrigatoriamente um grupo de base teórica e fundamentos da prática (Grupo de Estudo) e outro grupo voltado para reflexões clínicas a partir de situações práticas (Grupo de Supervisão). Ao cursas a Formação Continuada da Casa Plural, o participante tem acesso a diversos benefícios.

Atendimento

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