Psicóloga Clínica
CRP 10/03226

Assistente Social

Médica Psiquiatra
CRM/AL 7686

Psicóloga Clínica e Psicanalista
CRP 15/3200

EMENTA
Apesar de ser um dos pilares da Reforma Psiquiátrica, a desinstitucionalização ainda é pouco trabalhada enquanto conceito nas Formações Profissionais do Campo Psi. Nas práticas clínicas e institucionais em Saúde Mental, este processo é mais conhecido como “desins”. Trata-se da saída de pessoas com diagnósticos de transtorno mental de instituições psiquiátricas nas quais habitam de forma cronificada.
A institucionalização psiquiátrica pauta-se na ideia de que a loucura é um fator individual que ameaça a ordem social. Sendo assim, configura-se a figura do louco enquanto menos digno e perigoso, precisando ser afastado do convívio com a dita normalidade. Com pouco ou nenhum laço com familiares e outros entes queridos, estas pessoas são confinadas, muitas vezes tuteladas e, portanto, alijadas do exercício da cidadania. É o caso da longa permanência em Hospitais Psiquiátricos, Hospitais de Custódia (antigos Manicômios Judiciários), entre outras variações da instituição manicomial.
A desisntitucionalização, ao contrário, tem base na visada antimanicomial. Nela, aquilo que nomeamos como loucura é considerado produto do laço social, devendo, então, ser incluída no território comum – de forma que a clínica se articule à política. Tal perspectiva se formalizou no Brasil com a Lei 10.216/2001, que redireciona o modelo assistencial em Saúde Mental. Neste contexto, a convivência comunitária e o incentivo à autonomia do sujeito sobre seu modo de estar no mundo constituem formas de tratamento na perspectiva da Atenção Psicossocial. Para tanto, é necessário socializar o cuidado, convocando Estado, comunidades, famílias, bem como dispositivos de saúde e socioassistenciais para tecer uma Rede de Cuidados compartilhados.
Mas, na prática, para onde vão pessoas cronicamente institucionalizadas, sem nenhuma referência de pertencimento? Ou ainda, como lidar com pessoas que jazem sob custódia da Justiça devido ao cometimento de crimes em situações de crise? Entendendo ser uma temática fundamental aos profissionais do Campo Psi, a Casa Plural oferece o Curso Livre “DE PORTAS ABERTAS PARA A LOUCURA: ferramentas clínico-políticas para construir a desinstitucionalização na perspectiva antimanicomial”.
O Curso Livre será ministrado por quatro profissionais com vasto percurso no tema, sendo dividido em dois encontros. O primeiro encontro está pautado em reflexões sobre as políticas públicas articuladas à prática da “desisns”. O segundo encontro aborda o trabalho de “desins” no ambiente do Hospital de Custódia (antigo Manicômio Judiciário).
ESTRUTURA
Carga horária: 4 horas
Gravações referentes ao curso realizado em 2024
DAS LEIS PARA AS RUAS
Aula 1: Fundamentos para compreender a desisntitucionalização – Profa. Ms. Joyce Brito
Aula 2: Lidando com a loucura no território – Profa. Esp. Maria Helena Santana
DESAFIOS NO AMBIENTE DO HOSPITAL DE CUSTÓDIA
Aula 3: A institucionalização dos corpos loucos – Profa. Ms. Tainá Carvalho
Aula 4: O processo de desinstitucionalização atravessado pela Justiça – Profa. Ms. Luciana de Barros Correia
COMO ASSISTIR
PÚBLICO-ALVO
INVESTIMENTO
R$ 249,90 (parcelado em até 12 vezes com juros)
Ao se matricular na Casa Plural, você terá acesso a uma base teórica sólida nos Grupos de Estudo, reflexões clínicas nos Grupos de Supervisão, incentivo à prática clínica com a REDE ESCUTA e acompanhamento da Coordenação, incluindo a possibilidade de encontros individuais.
Ao participar da Formação Continuada da Casa Plural, além de pagar um valor mais acessível, você ganha descontos em nossos Cursos Livres e também em outros Grupos realizados de forma avulsa. Pode ainda marcar encontros individuais com a Coordenação. Você poderá divulgar seu trabalho no Banco de Dados Escuta, um espaço para conexões entre pessoas interessadas em serviços de escuta e profissionais do Campo Psi.
Sim. A Casa Plural fornece Certificados com a Carga Horária oferecida pelo serviço contratado a partir da participação da pessoa inscrita. No Caso dos Grupos e da Formação Continuada, quando integrantes tiverem participação inferior a 75% da Carga Horária total contratada, não haverá emissão de Certificados. Neste caso, será emitida uma Declaração com Carga Horária equivalente à participação na atividade.
Não. A Casa Plural não fornece Certificação Técnica ou Titulação Acadêmica, pois não oferece Cursos Técnicos nem Pós-Graduações Lato ou Stricto Sensu.
Os Cursos Ao Vivo ou Gravados podem ter Carga Horária mínima de 2h e máxima de 18h. Os Grupos realizados de maneira avulsa e a Formação Continuada acontecem em encontros de 2h que podem ter frequência quinzenal ou semanal, a depender da oferta. Eles têm duração total de 06 meses a contar do mês de início dos encontros. Podem ter renovação por mais 06 meses ao final deste período, e assim, sucessivamente.
Você poderá participar de um Grupo que já está em andamento caso haja vagas disponíveis, mas não terá acesso às gravações de encontros ocorridos antes de realizar a inscrição.
Os Grupos de Estudo exploram textos relevantes para pensar as subjetividades e as relações humanas com o objetivo de aprofundar a base teórica, sem adentrar diretamente na discussão de casos clínicos. Os Grupos de Supervisão são voltados diretamente para reflexões clínicas a partir de situações práticas.
A Formação Continuada da Casa Plural consiste na combinação de dois Grupos, sendo obrigatoriamente um grupo de base teórica e fundamentos da prática (Grupo de Estudo) e outro grupo voltado para reflexões clínicas a partir de situações práticas (Grupo de Supervisão). Ao cursas a Formação Continuada da Casa Plural, o participante tem acesso a diversos benefícios.

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